quarta-feira, 17 de setembro de 2025

QUANDO A PAIXÃO SE AUSENTA , O OUTRO É AMOR ?

 Voltei é abril, não encontrei na penteadeira o porta retrato com a fotografia do Bar Brahma  que adquiristes, qual era para nós um símbolo da nossa estada em São Paulo. Eu paguei o carpaccio mais caro do mundo e você a fotografia mais cara do planeta. 
Perguntar ? - Não perguntei , talvez por medo da resposta , que supus e que me martiriza até hoje.
A escova de dentes colorida já sumida há tempo, aí,  perguntei e obtive a resposta mais lacônica :
"escondi por causa da Caê , por ser colorida" , convenceu-me com naturalidade.
Promessas são duvidas ! - é, sim,  pois meu quarto há algum tempo que planejava  sua presença, mas dormia na solidão entre as fases de luas.
Corpos separados e quando  se revisitavam entre um breve tempo, cometiam assombrosamente sexo , beijos retirados, mãos apressadas a garantir um êxtase.
Indelicadezas sucessivas tais  como : não perguntar sobre minhas viagens de saúde, não me oferecer um pão amanhecido,  passar uma tarde de domingo ,sozinhas, sei que eu me ofereci, sem concluir um beijo, eu num monologo, com efeito de assistir você nas unhas, o dialogo quase interessante na alimentação produzida, comi, elogiei, então  a  despedida !


poetriz rosa

ESCOLHA ! ROSA MARIA DAOLIO

 Sei que fiz uma escolha 

 é para recortar um desperdício, 

a escolha é a  de incendiar um novo momento.

Sem a monogamia, sem traçar  um contrato de uma relação aberta,

eu  sei,  que nem estou nessa... sou de um tempo de projeto de vida ,

 setentar,   talvez perdeu-se o sentido.

O presente é permanente , talvez até o cem anos,  um desvario...

por conta do cuidado, tu  me roubas um beijo

numa manhã de  quinta -feira, 

eu na cesta do café, penso em  roubar-lhe um beijo,

  assim, conto com o tempo...

não  arrisco que é o contraditório  da  minha tesão,

fica  a ilusão de um dia nos braços , súbito  à companhia 

e esperar a caricia  da mão quente ...



poetriz rosa