sábado, 22 de março de 2025

ESCREVER CURA ! ROSA MARIA DAOLIO

 Que  você chegue vislumbrada com todo verde e flores a presentea-lá, fique na tranquilidade da exuberância  natural que lhe acolhe, não resisto  em lhe chamar de Dinha, minha primeira namorada e  que durante nossa estrada, ficamos á aprender a se defender, a estudar a visitar uma vida a duas faces da rotina. 

Suas crias, enfeitem-me de alegrias, espraem-se, é minha dedicação !





Agora na nossa realidade atual, que nenhum capital interfira na  cabeça socialista que construímos juntos, nos pic niques, nos acampamentos, nas viagens , que mentíamos pras familias ,planejadas, nas viagens de trabalho que você me acompanhava para conhecer novas terras e espaços pra amar, na fé e na politica que abordavámos com leituras, na filosofia na varanda da Glória e nem era  o acaso. 

Recordo -me  da estadia dos seus pais no Rio, chegavam para ficar 15 dias, prolongava-se para dois meses, viajavámos pras pousadas da região das serras, Petrópolis era a cidade mais preferida da sua mãe, por causa da espetacular vista da  formação do " Dedo de Deus " , como católica rezava o terço todos os dias e tenho certeza que nos incluia, risos, depois , quando praias a região dos lagos era para mim o escândolo total  entreterimento , inusitada, muito barco , muitas aventuras e de lambuja a noite nos presenteava com bom Blues no rio das ostras.

Eu, Dinha lhe proporcionei, quantas viajens  você sozinha? - muitas, até pra Cuba  você foi e me trouxe um livro de poesias, adorei, nunca lhe perguntei das suas aventuras, na verdade me preservei... o nosso capital era pra viver o que desejavámos, presentear nossas familias , garantir necessidades da saúde, vivíamos com os corações a pele, creditávamos à preservação  da nossa relação.

Sei bem que nem tudo eu correspondi, enquanto me cobrava mais casa, eu nos bares com amigos embalava minhas necessidades, mas sempre lhe convidava e você  negava, nem me importava, queria viver a libertade que me alimentava na indústria qual me apresentava todas as madrugadas, era o que necessitava pra resolver os problemas mais cabulosos da produção e,  você preservada, nem conheceu a minha realidade.

Meu eterno amor à você permanece, retificou, compõe nesse relato, presenteio-me com essas recordações para me livrar das suas solicitações que não pude cumprir, talvez, por excesso de cuidado. Você procurou um novo amor, esse lhe completou com crias e alegrias, creio, pois lhe conheço e permaneço feliz por você ter encantando sua existência.

Nossa experência nos anos 70 em plena ditadura até a década 90 com democracia para vivenciar na candelária os movimentos para votar Lula e a Eco 92  já previa a nossa separação, tudo eu sei, daria um livro, não possuo a capacidade para edificar esse sonho, mas na minha idealização de um retorno a minha cidade natal, contemplou a parcela com a sua cobrança no sítio Vila Flora o qual sonhei sozinha,  obtive da divindade e através de muitas  ações,  para lhe assegurar, uma concialição macrocosmo !
Por viver mascarada, ainda assim, realizei, com os apretechos que conquistei às  observações e boas  intensões,  uma história ! 

Agora é viver um novo ciclo e crer !




poetriz mascarada !

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