quinta-feira, 21 de novembro de 2024

ÁGUAS TURVAS ! ROSA MARIA DAOLIO

 Lembro de um tempo , de todos os tempos ...

hoje o tempo é  o mesmo , releva-se como de antes ,

as minhas opiniões,são perguntas consecutivas e eu no explicativo, 

dissipo , nem entendo e concordo...

cansei, vou repousar num instante distante , vou revelar meu deserto à mim mesma , sem revelação sou mais fiel que a fidelidade compulsória.

Ademais, conseguirei prover a existencia de um fato e quem me acompanhar, quiça,  valorize a minha presença em vida.

Sou independente , hoje  sou dependente do vicio é a conseguência fundamental...

não tenho apoio,sim o desacordo das pessoas que acumulamente me necessitam, enfim, vou revelar  um fato e sinto que arvoredos de decisões me impendem ao mesmo tempo.

Decido me acolher na fé , na insignificancia da revelação , pois quem determina a revelação , aparentemente precisa do suporte  da socialidade.

Imagino, agora como sou suporte das iniciativas do outrem , manipula-me a falsa presente amante, enquanto isso sou vitima sem querer me expor.

Nunca neguei a presença do meu amor  e atender o  faria entender, valorizei sempre  meu sentimento , sempre o valorizei.

Aquele que  se diz revelado  , no social me impede de o revelar , a síncope  volta-se  a mim ,  eu me disponibilizo à aceita-la.

Desejo aguardar os proximos momentos, nem quero rompimento , nem acerto , gostaria mesmo de continuar no respeito.



poetriz amina rosa