sem palavras , começarei a escrever , cem palavras ,
especiarias , talvez um tempero bom é fazer,
as palavras ressoarem em minutos autênticos ,
enquanto entoa em mim um sofrimento de querência,
dialogos se afastam, motivos de carinho resvalam
na disputa de celulares e programas de tv que não rolam,
quanto mais tempo menos tudo , atitudes repetidas
vinculam à solidão a dois...
espreito a janela , combinam-se ao entardecer,
hoje sem chuva sem cama, sem Iansã,
minha debilidade culpada , o resquício é temporada,
desejo estar na minha morada a revitalizar meu organismo,
surpreendo-me com uma visita...
sem ciúmes , palavras aciona uma frase ,
vestigios de uma cena contada ,
nem culpa , nem desejo,
apenas , tranquilizo-me na ordem do meu destino
ignorante e feliz de realizar tudo pro amor presente
sem cobrança , sigo meu destino afoito
de escrever cem palavras , sem molho , sem tempero,
segue-me a sorte de encontrar a mesma sensação
de : eu te
amoooooo
despenco-me a nos socorrer !
poetriz rosa maria





























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