domingo, 25 de setembro de 2011

O CENTENÁRIO DA ESCOLA INDÚSTRIAL JOÃO BELARMINO, UMA HISTÓRIA VIVA ! POR ROSA MARIA DAOLIO


VALFREDO DAÓLIO UM EXEMPLO DE ALUNO

PARA O CENTENÁRIO DE UMA GRANDE ESCOLA UMA HISTÓRIA DE UM ALUNO COM GRANDE CORAÇÃO LIGADO À HISTÓRIA.


ESCOLA INDUSTRIAL JOÃO BELARMINO
QUANDO A ESCOLA É A VERDADEIRA  EXPRESSÃO CONSTRUÍDA EM UMA FORMA INCENTIVADORA DE VALORES O RESULTADO É DE : “ HOMEM FELIZ NO SEU APRENDIZADO”.

EM 1951: UM ALUNO: VALFREDO DAÓLIO
DATA DO NASCIMENTO: 08/05/1941
VALFREDO ESTA COM SETENTA ANOS DE IDADE E COM CINQUENTA E CINCO ANOS DE PROFISSÃO EM MARCENARIA.

UMA BREVE HISTÓRIA:
ERA UMA VEZ UM MENINO DESDE CEDO ATRAPALHAVA, SENTADO NO  CHÃO E  NO CENTRO DA IMENSA COSINHA,  A MÃE  FAZENDO COMIDA COM A LEITURA  DO JORNAL , NARRANDO NOTICIAS  TAMBÉM INVENTAVA ALGUNS BRINQUEDOS DE RESTOS DE MADEIRA TAIS COM : MONJOLO, RODA D’ÁGUA  E OUTROS , DESMONTAVA RÁDIO QUANDO ESSE PARAVA DE FALAR.
CUMPRIA NA MAIORIA DAS VEZES COM AS SUAS TAREFAS DO DIA, QUE O PAI COBRAVA COM SEVERANÇA, COMO: LIMPAR COCHEIRAS, ALIMENTAR OS ANIMAIS E ESCOVAR OS CAVALOS, QUANDO NÃO CUMPRIA A MÃE O SUBSTITUIA PARA O MENINO NÃO LEVAR UMA BRONCA  DO PAI. A CRIAÇÃO ERA ASSIM: AS CRIANÇAS TINHAM TAREFAS PARA SEREM CUMPRIDAS E RESPEITAVAM OS ANIMAIS COMO SERES VIVOS QUE NECESSITAVAM DE ALIMENTO FRESCO, ISTO É: CAPIM CORTADO NA HORA.
UM DIA ESSE MENINO, DEPOIS DE COMPLETAR O QUARTO ANO, ELE TEVE QUE SUBIR NO TREM E VIR DA BARRA BAIRRO RURAL PARA CENTRO DE AMPARO  ESTUDAR NA ESCOLA INDUSTRIAL JOÃO BELARMINO, DEPOIS DE UM ANO DE TREINAMENTO PASSANDO POR TODOS OS SEGMENTOS  DE FORMAÇÃO DA ESCOLA , ESCOLHEU POR IDENTIFICAÇÃO PELA MARCENARIA, E NA SUA COMPLEMENTAÇÃO DE CURSO, TINHA QUE APRESENTAR UM TRABALHO , ISTO É UM MÓVEL  E ELE TRABALHOU NUMA LINDA MESA E AO LIXAR COM MÃOS PLUMADAS , CONSEGUIU  ESTRAIR UMA LASQUINHA AONDE ESBRAVEJOU MUITO PELO SEU PERFECCIONISMO INTENSO, FOI ASSIM QUE CONQUISTOU SEU APELIDO DE ‘”LASQUINHA “ , ATÉ HOJE CONHECIDO COMO “LASQUINHA”.
NOVO HORIZONTE BUSCOU, EMERGIU POR ESSE MUNDÃO AFORA, EVITOU TRABALHAR EM PRODUÇÃO, JAMAIS QUIS A REPETIÇÃO, CADA PEÇA DE MÓVEL GANHAVA  UM DETALHE PECULIAR E NA MÁGIA ENTRARA  A  EXPLORAR O INÉDITO , SEGUIU -SE  DÉCADA APÓS DECADA  EM VÁRIOS MOMENTOS NA DIFICULDADE FINANCEIRA , POIS UM ARTISTA NA MADEIRA ACABARA NUNCA APRENDENDO A LIDAR COM ORÇAMENTO, FINGIA ALÇAR VOOS EM OUTRAS ATIVIDADES , MAS , LOGO APÓS RETORNAVA À PRECIOSIDADE CONQUISTADA  EM : PROJETAR , DESENHAR E  RECONSTRUIR-SE EM MAIS UMA PEÇA DE ARTE.
UM DIA DISPONIBILIZOU SUAS MÃOS NA RESIDÊNCIA DE IDOSOS DE PEDRA BELA, E QUE BELAS CAMAS, GUARDAS-ROUPAS, E CAPELA COM FORMAÇÃO “EM CANTOS ARREDONDADOS” PARA O CUIDADO DE NINGUÉM, FERIREM-SE.
ESSE HOMEM FORMOU-SE COMO UMA PEROLA RARA, FAZENDO-SE IMPORTANTE EM VÁRIAS ESCALAS, E FOI ESCALADO PARA CONSTRUIR O NOVO CARRO VAGÃO DA MOGIANA EM MONTE ALEGRE DO SUL, COM ESSE DESAFIO VOLTA E DEIXA SUAS MÃOS EXPRESSAREM  NOS DETALHES CONTORNADOS  DA OBRA E NAS FERRAMENTAS PRODUZIDAS ESPECIALMENTE PARA  A FORMAÇÃO DAS PEÇAS  GERADORAS DE UM CARRO VAGÃO DE TREM........., ESTUDOS E PESQUISAS INCENTIVARAM-O A ACEITAR ESSA DIGNA TAREFA PARA DEIXAR A UMA JUNVENTUDE UMA HISTÓRIA COMPLETA,  E AOS  IDOSOS QUE UM DIA VIVENCIARAM A  ÉPOCA NAMORANDO NUM VAGÃO ABRINDO E FECHANDO AS PERSIANAS.

HOJE COM SETENTA ANOS DE IDADE, CINQUENTA E CINCO DE PROFISSÃO, SE OS MÓVEIS CONFECCIONADOS POR ELE GANHASSEM UMA EXPOSIÇÃO, GEOGRAFICAMENTE SE EXTENDERIAM DO SUL AO NORTE DO BRASIL, E COM CERTEZA, NOS SEUS VÁRIOS ESTILOS, RETRATARIA UMA HISTÓRIA DE SÉCULOS, E DE HOMENS QUE NECESSITAM DE RESPEITO COMO PROFISSIONAIS  PORQUE  PRODUZIRAM UTILIDADES  E  AMBIENTES E SE PROPUSERAM A DEIXAR MARCAS DE UM PASSADO NO VIRTUOSO  PRESENTE  NUMA QUALIDADE  DE ENSINAR E APRENDER SEMPRE.


ESCRITO POR ROSA MARIA DAÓLIO (IRMÃ QUE ACOMPANHOU SUA TRAJETÓRIA E SEU AMOR A PROFISSÃO)
TELEFONE DE CONTATO: (19) 9732 8747 E (19) 3808 2783 (19) 3899 12 67 (VALFREDO DAOLIO)


DOMINGO DE PRIMAVERA ! POR ROSA MARIA DAOLIO

deitar ao sol do primeiro domingo de primavera
banhar-se em águas claras em vapor seu hálito
cozinhar  feijão , arroz e verdura feitinho na hora
escutar as canções  que me deixam cantar na cultura

 para dançar  o bolachão de FREDY MERCURY E  recitar com ROSA DOS VENTOS 
sentar ao computador e digitar lentamente as palavras de ordem do coração
visitar a minha volúpia e me derramar por sobre seu  corpo
anotar as coisas que eu tenho que adquirir para colocar em jeito de gente

na aparência de gatosa do mato, foi meu domingo vivenciado , 
verdadeiro e aproveitado do amanhecer ao entardecer...
me sinto recarregada para uma segunda -feira feliz...
que venha com Deus!

poetatriz amina rosa

ADRIANO E ROSINHA , POR ROSA MARIA DAOLIO

enquanto menino o mais peralta , o mais engraçado
vagaroso com o doce mais gostoso na boca 
nas outras atividades o mais elétrico , raciocínio rápido de fazer inveja
assistia tv, comia pão e resolvia a mais tenebrosa equação
um idolo para o irmão que na espreita o admirava

hoje um grande menino que resume seu afeto
trazendo do exterior um quadrinho à avó
"HOME Sweet HOME "
 a tia rosinha  com diferença na sua inteligência 
o desafiava e sempre perdia
e até o presente o Gênio da familia
poetatriz amina rosa

A GENTILEZA PRESENTE ! POR ROSA MARIA DAOLIO

o gostoso é vetir-se bem...
sou imaginária na elegância aprendi que o trato a uma mesa se faz  
de bom gosto ao hipotético 
como amigo ou visitante 
a gentileza é contagiante 
 desde a sutileza na forma e horário do lixo posto à rua 
a manobra elegante da arrumação da cama 
um automóvel estacionado 
com respeito aos outros 
que circulam com os pés descalços 
a formação esta no convívio do mais próximo 
eu agradeço ao meu  Pai e  minha Mãe
e depois aos visitantes que interpelaram à minha conduta
Osvaldo, Joëlle e Ursula 
poetatriz amina rosa

LISSINHO E ROSINHA ... POR ROSA MARIA DAOLIO

variavelmente ele entra
no dia seguinte ele sai
comove-se olhando árvore de pau brasil
que a avó cuidou no tubo de ensaio
eu disse ela tirou o diploma comigo

assombrado lê e relê as instruções da casa
termina com exagero numérico
eu adoro quem recorda o aprendizado
e respeita um passado
ele volta e revive no cadeirão da avó

no encontro uníssono contamos a mesma história
felizmente aprendemos com avó
a lição da maestria da cancione do padre nostro de cada dia
somos  tia e sobrinho na casa onde mora a afinidade
de no segundo valorizar a idéia que somos único...

poetatriz amina rosa



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

EU E O MAR ! POR ROSA MARIA DAOLIO

entre eu e o mar existe uma afinidade que determina meu horizonte
de montes coruscantes de alfas e elfos natos em mim
familia de crustáceos  e estrelas do mar
sol em brasa revela minha pele européia
vermelhidão no meu coração
meu corpo sugere uma cor negra
numa 
odisséia  permanente de espectro largo 
aonde desejo... sol-ver com a mesmo grandioso  fogo 
onde queres me apagar 
entre eu e o mar existe uma afinidade que determina meus instantes em passos vida !
poetatriz amina rosa

VELEJANDO ... EM CORPO ! ROSA MARIA DAOLIO


em ti tudo fica perfeito da mais fina roupa da mina 
a mais rota comprada na esquina da rua oriente
em ti tudo modifica a saltar teus passos firmes 
no café da manhã ensolarada de primavera 
em ti tudo principia um final de semana colorido
levantas e diz com efervescência é sexta feira
em ti  tudo se valoriza principalmente  agenda cheia 
um minuto no teu tempo é cronometrado 
em ti tudo se expande acompanhando teu corpo 
  teu perfil  é de velejar no  motel  ou no  mar de espanha  
poetatriz amina rosa

CARANGUEJA , MÃE ! POR ROSA MARIA DAOLIO

meu bem querer é um "que" de pecado guardado...
do lado direito da minha rua havia um bosque 
na subida da rua eu apreciava a madrinha
de vestido estampado cinturinha fina e saltos altos
olhos claros como dia e lábios largos contornados de vermelho baton

hoje a rua continua a mesma com algumas involuções urbanas 
na subida já é outra que eu aguardo , uma  esguia andar efeito  garça 
e do lado direito do meu coração habita o perdão e do lado esquerdo  uma sensação...
de recomeçar de uma maneira diferente de mostrar que o bem supera o mal causado
reviver alguns segundos que fora na eficácia maternal da carangueja 
por ela eu confio e dou fé na rua, na praia ou numa casinha de sapê

poetatriz amina rosa

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ANALÂNDIA ; QUANTA SAUDADE ! POR ROSA MARIA DAOLIO



Cadê o retrato de Dinha sentada nessa igrejinha e Cadê  a Variant azul bebê
Parece que consumi  por que tudo desapareceu em ANA LÂNDIA ?
Consigo rir de mim mesma na descida da cachoeira cheirando uma Erva
de Deva ou da francesa  Lourdes que de nariz empinado me desassossegava
criando em mim um  medo e na rocha  me jogava às alturas
Diva ou Dinha tanto faz era apenas uma Jovem fazendo-se Borboleta 
nua nas águas claras de ANA LÂNDIA, por que desapareceu ?




sou eu mais uma  vez no camping do Broa virando cambalhotas como se fosse idiota 
o tempo determina quem somos e o que podemos fazer por nós mesmos...
já não tenho  medo de me encontrar com você 
  altero minha minha cilada no seu Miranda em guarda costas...

poetatriz amina rosa

UBATUBA OU ITACURUÇA , QUEM DERA ? POR ROSA MARIA DAOLIO

nem só de praia vive o homem...
as vezes me pego fazendo um percurso diferenciado
Itapira, Águas , Socorro , Bragança e Serra Negra...
hoje por exemplo vou de chapéu coco, 
estimado...
 adiantamento no orçamento e a atriz me sobra pouco
gostaria ficar na Presentação vinte e três horas dia
DE  lapso ao  drama à tragédia grega explorando meu certificado

nem só de praia vive o homem...
hoje vou além oeste , Pedreira , Jaguariúna , Campinas e Rio Claro
e que saudade do meu amigo rioclarense Osvaldo Brasil
me esperava na janela ... ao chegar na avenida quatro, casa ,
 numero quarenta e quatro
esquininha do jardim da matriz o mais badalado na época ...

nem só de praia vive o homem ou a mulher 
eu por conseqüência de outros estou doméstica de Ana 
e satisfeita com meu desempenho peculiar 
entre uma cozinha e uma fábrica
mas de vez quando um forúm e uma cama ...
nem só de praia vive o homem ou uma mulher
 identificaDO como diversa  no século vinte e quatro, ops !?
poetatriz amina rosa

terça-feira, 20 de setembro de 2011

PULA E PULA ROSA MARIA ! POR ROSA MARIA DAOLIO


quase sem tempo para blogar eu estou doméstica e perita química tu imaginas ?
o tempo voa e o forte vento me leva para onde eu prefiro estar : nas composições de tarefas
e exemplares na justiça , é de mala pra cima e pra baixo que eu despacho quase sempre mais um relatório confiante na minha inclinação amorosa à vida , neutralidade nem pensar , ela só existe quando supomos que o próximo esta de costas para a causa mais fascinante do coração...
eu me chamo rosa maria e quem sabe um dia me entregarei de vez a uma doutrina que me e eleja um pouco menos Caxias
enquanto isso vou postando o que posso e me  aliviar de vez jamais é esse elevado mosaico de diversidade que sempre foi envolvente na minha estada em vida !
poetatriz amina rosa

FAÇAMOS A DIFERENÇA ! POR ROSA MARIA DAOLIO


portão fechado , muro alto, sobe uma, duas vezes , manobras, 
entra um , saindo logo após outro , baixa e sobe de novo , é mágica é desespero, 
não vejo rostos , não sinto cheiro , 
gritos de ...
crianças nem pensar...
são túmulos urbanos , aposentos sem jeito de gente,
tudo é estático , no mesmo lugar , espera mais um automóvel entrar ...
para se identificar nas notas musicais do celular
sinais apenas de encher as orelhas num castigo 
 de esperança absurda 
 há uma pessoa...e possivelmente quer falar com alguém 
como eu ?
sei não...
talvez pega mal conversar e cantar com uma ilusão de caça 
agora chega e veja o quanto posso te fazer feliz...
na cobiça mais uma cami sola e te iluminarei 
 numa  paixão ...implacável !

poetatriz amina rosa

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

SEXO ! POR ROSA MARIA DAOLIO

É hora do sexo , bateu valeu...
tem dessa ...vou nessa...
nada de esquisitas ... depois de um certo grau
funciona assim ...demais ...bateu um momento é nessa que eu vou...
com informação e com perdão do caracter é nessa...
 voou e ando meio pra frente e traz vem...
com afeto e maneiras diferentes somos assim algoz 
borrados e insanos nos momentos próprios de nós mesmos ...
aprendi com a leveza de ser gente !
poetatriz amina rosa 

ANIMAIS FALANDO ... POR ROSA MARIA DAOLIO

se eu pudesse falar por mim...
diria sou uma gata preciosa
 se me faltasse a orientação sou...
hetero, homo, bis-sexual ; eu importo
o desejo de quem me importa...
indiscutivelmente me usam e abusam
  tia áurea falou ...
feinha, a filhnha renegada
E O QUE me importa é a felicidade QUE sinto...
no quarto, no quintal , na árvore da minha namorada 
que  morreu , ou melhor me espera num outro plano mais nobre,
de vestes azuis como um pássaro que sempre quis à caça...
e que me abdusia pra outros horizontes...no sítio da tia rosinha
o que me porta SÃO SENTIMENTOS ; Sem etiqueta Sem rótulos
somente fragrâncias DAS flores do campo! 
sou gente e gata para quem quiser me apreciar no encanto da noite
 ou no refrescar do dia na Vila  Flora da minha amiga !

poetatriz amina rosa

HISTÓRIA OU NÃO ! POR ROSA MARIA DAOLIO

história ?
pra algumas pessoas elas não existem ?
hipócritas ou desprezam sua própria vida !
estou  dissertando sobre quem vive ou não...
eu pretendo só dizer una cosa
prefácio ou dissertação...é a mesma cosa ?
entendo  que viver é descobrir-se com a vida
 pessoas ignoram que passaram 
por experiências que outros lembram...
eu absorto no meu quarto guardo seu retrato
de docente e mestre em partilhar 
apenas o que  prende 
à uma sociedade de involuntárius da graça 
de viver o aprendizado !
poetatriz amina rosa 

SEGUNDA FELIZ ! POR ROSA MARIA DAOLIO

como é bom estar entre amigos 
somos uma comunidade ainda alguns capengas
com o tempo irão aprender a partilhar gentilezas
nossa apresentação em Mogi Mirim
emocionou-me a Iara como  "Assembléia"
uma nova qualidade de vida é o Mundo fantástico 
da apresentação que somos Muitos e unico...
eu a cada entrada no palco com atores exuberantes como:
Ana Luiza , Matheus, Zé Roberto, Red, Pola, Pri, Táis, Iara, 
eu sou uma candidata a viver "A Presentação "
me sinto em êxtase...
estou vivendo uma fase maravilhosa da minha vida
faz parte da dádiva divina 
sou grata a tosdos que compõe a minha Cena !


poetatriz amina rosa

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

BLUE NA PRIMAVERA ! POR ROSA MARIA DAOLIO


desatando os nós e as flores surgem esplendorosa mente belas
neste final de inverno eu me emberno e resurjo com nova expectativa
anunciando a primavera , a lua se faz de minguante enquanto eu me vejo
num espelho modificado e perolizado a meu bel prazer
desatando os nós da minha sobrevida uma curtida no efêmero
caminho por entre rochas e algas submarinas 
esquento minh'alma no pântano da ilha do governador
na janela um vulto me acompanha nos blue eyes

poetatriz amina rosa 

LEIA ! POR ROSA MARIA DAOLIO




se tu estiver lendo esse escrito
 quero que saibas que novos horizontes
 apontam para um perdão 
a minha existência ,é da sua felicidade... 
 pautada na  consideração das lembranças boas
dos assuntos tocados na intimidade e segredos guardados
na intensidade das montanhas e dos mares navegados 
da loucura perfeita na dança no jeito dos descobrimentos
do ser inserido num cristal de quartzo roseo
rígido ,porém, quebradiço em cristazinhos
de formação simétrica e  longelíneo
 vértices interligados com a segurança
podendo serem lapidados,
como tu e eu

poetatriz amina rosa




quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A MINHA DIVA ! POR ROSA MARIA DAOLIO

eu fora feliz com mãe meio cigana meio matriarca
ela guardava como símbolo sua peneira de café
e seus antebraços em movimentos os grãos
espalhados no ar efetuavam malabares
eu muito me esforcei e uma das unicas coisas
que contigo não aprendi...

eu fora feliz  na distancia  me aproximei de ti
o som da sua voz dias me acompanhava
e quando eu retornava era somente uma  cria
deitava sob sua responsabilidade meu dinheiro
e muitas vezes extrapolava e te pedia emprestado
justificava as coisas do coração 
partilhava quase toda minha estrada

eu fora feliz  no império que construira
uma heroína, com  diploma assumimos 
lançaste- me ao Mundo 
com o olhar no horizonte e mãos indicativas
meio passiva no afeto e muito ativa na dádiva
Que Deus nos atribuiu
de volta toda noite eu de vigília, fazia contigo xixi,
Beijo Mãe!

poetatriz amina rosa


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

É GRUDADINHO ! POR ROSA MARIA DAOLIO



é tudo tão grudadinho,é um galanteio
 entre o tronco e a flor do fruto
colo de prima -dona a exposição de todos 
entre soluços me pego  recordando seu decote
imagino uma face de arlene , marlene ,vôo de ponte aérea
um frívolo espanto me conduz agora a pranto
é tudo tão grudadinho e parece ontem
torno um assunto unico e espio o movimento
a oposição perene acontece num instante
que estou a te confessar algo alucinante...
o menino vinha de dentro uma alegria para ambos 
uma tristeza nupcial abatida mas, um futuro próximo e diverso

poetatriz amina rosa


UMA FICÇÃO : É UMA PROPOSTA PARA O MAPA CULTURAL POR ROSA MARIA DAOLIO


Sentada num hall entre os elevadores e a escada, atrás portas direita e esquerda onde se entra vivo a direita a uma recuperação e a outra a esquerda se saí morto para o necrotério, localizado no meio das duas alas do lado direito quartos pares e do lado esquerdo os quartos impares, somos sentados cinco, num conjunto de sofás muito usado, cada um com sua aflição, no meu colo o evangelho aberto nas preces guardiãs, na minha cabeça a repetição se faz presente, rondo com olhar assustado quando uma porta se abre uma hora e meia após sua partida , assim descubro que aquela  era a porta da morte.

De repente fico sozinha, estremeço ainda mais, eu não tenho nem com quem chorar a luz se apaga, as mãos apertam o evangelho e quero perguntar, mas se eu conseguisse seria genial, passa alguém rápido, como uma espécie diferente de mim, desce do elevador duas mulheres e um homem, uma mulher chora compulsivamente, entre uma palavra e outra percebo que a mãe dela faleceu , eu já aliviada tento confortá-la adequadamente, logo após vem o médico o chefe da equipe dar explicações inexplicáveis, tentando justificar o valor absurdo que momentos antes eu ouvi o real da família o quanto foi cobrado, Instante depois saíram todos dali sem me perguntar por que estava ali.

Sozinha resolvo me aconchegar no quarto aonde aguardamos juntas e soube pela nova ocupante do quarto que eu deveria pegar tudo da gente e se virar em algum canto daquele imenso... Lugar, porque o momento seguinte é desconhecido... Com um peso absurdo, largada pelo prédio, teria que ficar acordada pra guardar a sobra de nós.Perdi o tempo de espera do hall, volta encontro novas pessoas , com o evangelho amarrotado e aquele monte de coisas permaneço ali olhando , rezando, vasculhando por entre as medidas humanas quem poderia amar  mais do que eu.
Sem perceber estava entrando num redemoinho de comparações egoístas, até nessa hora notei que sofria tudo e só meu. Quando anoiteceu delirei, chorava desesperadamente , quando vi o anjo Rosa, pedi implorei, até que me trouxe a notícia fantástica da sua recuperação, contou-me do seu olhar ainda turvo, sorri chorando , beijando a face da Rosa.
Devagar flutuando vou para o bar mais próximo relaxar na bagagem, eu estarei numa espécie de guarda volumes, no bar ligo pra um, pra outro dando as boas novas, já que não tenho onde dormir vou ficando por aqui até o bar fechar pois a capela  já estava fechada, afinal que diferença faz se estou sozinha mesmo e  posso  orar em qualquer lugar.

Sob frio intenso tentei me esticar no sofazão gostoso do Hall do edifício central, mas o segurança não dava mole. Entre um chamamento e outro passei a noite. De manhã cedo acordada e ressacada, empolgava-me nos preparos da minha visita, tomei até um banho na pensão ao lado paguei caro mais valeu à pena, tive o cuidado de me lavar com sabonete de glicerina neutro isso pra não incomodar ninguém muito menos você. Ah! ... Se eu pudesse levaria uma flor do campo. Com certeza não faltará oportunidade.
Acredite se quiser eu nunca lhe dei essa flor do campo, acho que porque teria  disponível os campos do Mundo se quisesse.

Agora sentada de costas para a porta da saída de vida recuperada, continuo com o evangelho nas mãos, um monte de gente acumulada no hall esperando o chamamento para a entrada de visitas, eu tremia de emoção mal cabiam na minha boca as palavras que queria lhe dizer, na tentativa de me controlar respirava fundo, sentada, enquanto muitos outros em pé desassossegados.

Faminta, pois só agora pensei que nada ingeri a não ser vigília, somente depois da visita, já pensava em comer tudo que estivesse ao meu alcance.

 Muitos são chamados e eu, continuo ali imóvel, achando que alguém pode me prejudicar se eu perturbar o ambiente tem sempre esse tipo de sentimento comigo, meio assim: tenho que reverenciar sempre, exigir nunca e o medo do abandono.
Pra você ter uma idéia eu nasci e não reivindiquei meus  direitos  como qualquer pessoa  normal , escondi  meus sentimentos e  a minha querida nas festas da família não deveria  ir e quando nos  jantares de negócios quase surtava por não ter você comigo , nos encontros no clube da fábrica nos finais de ano nem pensar ;  o que iriam fazer comigo durante o ano novo .Deixando o passado no passado, com razão ;  que fique na boate “Ultimo Tango”, anos 70, século XX e que belo passado onde me  escondia da sociedade normal pra poder dançar e namorar  e corria o risco de morrer clandestinamente por balas do  grupo de extermínio do  coronel “Erasmo Dias”, e ele foi enterrado no XXI,  como respeitado militar do Exército, historiador e político brasileiro, há ! - antes ele do que eu.

Barulho forte me arrepia, viro-me depois de uma sensação de estar sendo observada; é uma maca, levanto-me subitamente a vejo de soslaio rapidamente por dois homens de branco e conduzida para o elevador.
-Pra onde está indo?
-Um homem de  branco sussurra um número.

Motivada ou uma forte intuição começo a descer os degraus da escada tentando chegar antes do elevador e cheguei, é incrível deu pra ver a porta do quarto onde continha uma placa denominada: “isolamento”; eu mal curti o seu retorno e comecei a pensar sobre o título, lembro-me olhei para os seus olhos e percebi o quando você sofreu nas ultimas vinte e quatro horas. Tentava me manter firme e não mostrar fragilidade em observar o tamanho do corte em colo seu  seio.

Entrei na libido sem querer, mas foi sorrateiramente me envolvendo , deixou-me cair em volúpia, sei bem que não é o momento e o que fazer com tanto desejo de você?  - uma mistura de mãe e amante, uma culpa me fixou e permaneci atormentada.
Arrebatada com um egoísmo peculiar, entre o querer e o desejo real, perplexa no sentimento de posse, pois somente agora você me pertencia, meu olhar pra você era o todo, perdoe-me por ter, contudo aborrecido o Mundo ao seu redor.
-como pude ser tão perversa se você voltava pra mim? - voltava sim de uma séria cirurgia...

Quando me culpo só faço merda, foi sempre assim, esse sentimento parece me conduzir pro labirinto esquisito de péssimas recordações e fecha o livro da leitura diferenciada, sem querer auto-ajuda, mas sim uma Lia Luft ou Nélida Pinõn; ou melhor, preciso de uma literatura independente de sexo, mas que aponte uma saída para esse sentimento misturado de maternidade nessa situação delicada e uma volúpia apaixonante de ser sua amante.

Nada encontro nem abraço amigo, nem troca de olhares, nem uma palavra sequer de fortalecimento, todos me ignoram e só desejam saber do tamanho do corte entre seus seios. Ficará uma companhia? - Sequer dirá meu nome ou me mandará dormir em paz.
Nem procurada por médico ou enfermeira, quando um queria me dispensar dizia atropelando as palavras: - é minha filha, e quanto ao olhar desconfiado respondia afirmativamente: é adotiva.
Meu Deus o que estive fazendo de mim até aqui?
- Eu falsa até nessa hora! - Especulando meu intimo um signo que demonstre um pouco de realidade e diante de mim apenas você que me olha com dúvida e não como namorada.

Imagina...  Hoje tem deputado federal assumido, judiciário propondo a união civil e seus direitos sociais, casais adotando crianças. - ah que ponto chegou? –aumento da agressão e o número de mortes, a discussão nas escolas ainda permeia pela exclusão, todos são especialistas em comentar e consideram-se vitimas para compreender.

Meu amor! - eu e você estamos indo de volta pra casa, inicia-se um processo de desconfiança de ambas; você acredita em ligações absurdas minha, eu na presença solidária me torno dona do trono. Vamos-nos complicando um pouco mais, a cada dia, a cada visita, a cada surpresa de minha irmã de seus filhos e do esperto pai dos filhos. Ninguém escuta, nem quer saber, mais ou menos entre linhas ditas: virem-se, vocês se escolheram então toma o que é teu com prazer.

Segui sabendo que minha obrigação era de cuidar, preservar, engordar e  fui desesperadamente  cozinhando ,alimentando,  comprando , acontecendo, estressando-me, não tive controle do controle , a casa era minha sua, sua minha , invertendo os cuidados em curativos ...e um dia paramos diante da passarela  do lago da praça e... surtamos! - eu quebrei meus novos óculos ray-ban com graus, você logo após num desmaio inventado de novela nos levou de volta ao hospital. Porra meu! - o que fizemos do nosso amor? –ele que começou bonito partindo do seu sonho de um beijo roubado; e a uma pequena distração genuína abobalhada minha; pronto, bati o carro.

E eu que jurava poder ensinar seus filhos, história, geografia e química, nunca passei além da marchinha preconceituosa de carnaval , “Maria Sapatão “. Depois como se não bastasse ainda saímos uma de cada lado fazendo  desaforos em forma de retratos, versos e comunidades virtuais, no MSN  nem me fale?- o quanto  me contaminei da época de “deuses e de diabos ”, encarnei ambos ao mesmo tempo, mordendo e assoprando.

Suas férias embutida num frasco de cristal, solene e amparada por cartões de crédito com meu Código de Pessoa Física, que a justiça seja feita : tu és  poderosa diante de mim. Não adiantou sentirmos saudades e fracassou fazendo o mesmo trajeto das férias anterior o fim previsto se anunciava na virada do ano, entre falciformes, fogos e rabanadas, talhos com sete pontos  nas cabeças de cima para baixo, à sustentação de tipos excêntricos.

Exclamando no celular: Querido não conte nada para o papai o que houve!- depois ... a mamãe explica.
Ocorreu-me uma coisa agora depois de tanto tempo; que a mamãe explicou... O incompreensível
Eu até hoje permaneço no obscurantismo em se tratando de sexo e afirmo: se alguém tem certeza de sua orientação sexual ao se deparar com a diversidade sente-se ameaçado e agride.
Ainda bem que vivo uma alucinante forma de onipotência pelo vício  e a cada queda levanto –me aperfeiçoada na forma de ceder, jamais jejuar  sou efervescente manobro enquanto eu puder escolher , porque tem gente que acha que pessoa assim como eu não escolhe, engano seu, nêgo !

Hoje passo o dia orando para meu anjo de guarda para não cair nas armadilhas do coração que tenta a cada lance do meu sucesso impor-me delírios de mãe, avó, amante, sei lá, uma sede do principio de alcovitice.
De vez em quando pergunto pra pessoas em que posso ajudar? –

Gostaria que todos nós copiássemos o costume oriental, também não tenho certeza que perdure com tantas modificações na maneira de vida, mas é assim: “quando se vai visitar alguém seja parente ou amigo doente, na saída deixe um envelope sobre a mesa da casa com uma quantia em espécie para colaborar com os gastos da família ou da própria pessoa enferma, pois nessa hora todo mundo esta com a necessidade de pagar uma conta para logo em seguida fazer outra, são dificuldades semelhantes a todo mundo desde o mais rico até o mais pobre” eu já estive em situação de necessidade extrema para adquirir um medicamento para o tratamento e uma pessoa da família para o doente trouxe bolachas do 1,99 e umas frutas meio passadas e pra mim a cuidadora uma caneta de ultima geração que ascende até luzinha, passou  todo tempo contando vantagens , depois, virou-se e foi embora!-  com o firme propósito de voltar.

Preservando a raça quero mover fundo apocalíptico, estarei nessa geração de famintos de solidariedade e o resto virá acompanhando harmoniosamente a humanidade cristã, meu exagero é penalizado por você meu grande amor que é o meu eterno envolvimento à  um futuro com uma outra visão.

Simplesmente desconhecemos o combinado...

 poetriz amina rosa









terça-feira, 13 de setembro de 2011

TE AMO ! POR ROSA MARIA DAOLIO

sem querer ela apresentava o sorriso de uma mulher enamorada
aquém de mim  ao longo de mais de trinta dias
devastado e entrado no jogo da sedução
ela continuava com seu ar de enamorada
eu vejo todas minhas reações e me atropelo
o meu desespero a distraíra durante um novo dia 

passara assim sessenta dias eu nas mãos sentia
ela não teve um gesto se quer durante beijos
eu sustentava a tese que o amor é assim mesmo uma loucura
uma razão suscitava  ainda racional
 no escritório  trabalho com vista turva
eu, forçava-me para pensar em outra coisa

dependência total ...
queres que eu te diga O QUÊ ?
de olhos e de joelhos imploro 
em euforia salto uma palavra :
TE AMO !

poetatriz amina rosa